Quem você é SEM o seu sobrenome corporativo?

O Especialista em Carreira e Personal Branding, Mauro Wainstock, faz uma reflexão sobre como comumente associamos o nosso valor ao cargo que ocupamos.

Quem você é SEM o seu sobrenome corporativo?

 

Sabe aquelas siglas, números e nomenclaturas? Esquece.

Sabe aqueles fornecedores que te procuravam insistentemente? Sumiram.

Sabe aquela equipe que você liderava? Esquece.

Sabe os benefícios que a empresa propiciava? Sumiram.

Sabe aquela estrutura tecnológica que você usufruía? Esquece.

Sabe aquela verba de marketing com várias casas decimais? Sumiu.

 

Parece assustador.

E é.

 

O que você pretende fazer?

Como vai se comportar diante de um mercado que é íntimo do seu cargo, mas nem sabe o seu sobrenome?

 

Que história você vai passar a contar?

 

Como você vai enfrentar o competitivo e desafiador mercado de trabalho, até então desconhecido, e com o qual você só vai se deparar, e se preocupar, depois que sair do ambiente ritmado e “seguro” que estava acostumado?

 

Como vai conseguir se diferenciar?

 

Até aqui, em sua carreira, você trabalhou para ser disputado pelo mercado ou apenas atuou para entregar resultados para a sua empresa?

“Sua empresa”? Como assim?

E o que fazer quando esta empresa não for mais “sua”?

 

Você vai tentar se recolocar ou empreender?

Eis a questão! Ou melhor, uma delas.

Além de definir o “o que” ainda tem o “como fazer”.

 

O filósofo Eric Hoffer destacou em seu livro “Reflections on the human condition” a necessidade de sermos eternos aprendizes.

“Em um tempo de mudanças drásticas, são os que aprendem que irão possuir o futuro”.

A obra foi impressa em 1973.

Ele era um visionário.

Costumo dizer que devemos aprender com tudo e com todos.

O tempo todo.

 

Você acredita que a sua experiência, competência técnica e formação acadêmica serão suficientes neste novo universo?

 

Já fez cursos para aprimorar suas soft skills?

Você realmente acha que isto vai bastar?

 

O escritor Seth Godin cunhou o termo “real skills” (“habilidades híbridas”).

 

Trata-se de uma combinação das “hard skills”, relativas aos conhecimentos específicos da sua área, com as “soft skills”, os comportamentos socioemocionais.

 

Neste conceito, não há uma sem a outra; as duas “skills” devem conviver pacificamente e interagir de forma harmônica para potencializar benefícios reais.

De acordo com Ricardo Basaglia, diretor-geral da Michael Page, oito habilidades são difíceis de desenvolver, mas trazem resultados fantásticos:

1- Falar em público.

2- Gestão do tempo.

3- Ter empatia.

4- Não falar da vida dos outros.

5- Ser honesto consigo mesmo.

6- Parar de reclamar.

7- Viver o presente.

8- Não se incomodar com opinião alheia.

 

Então, como começar?

Pelo item 5, “Ser honesto consigo mesmo”, que engloba o tripé, formado pelo autoconhecimento, passando pela autoestima e culminando na autoconfiança.

 

É prioritário entender e valorizar quem você realmente é!

Seu sobrenome é a sua marca, seu valor, seu diferencial.

Suas histórias e vivências são pessoais, ímpares e intransferíveis.

 

Portanto,

Tenha um propósito genuíno.

Construa um networking realmente poderoso.

Fortaleça a sua marca profissional, seja referência.

E esteja na mente do mercado.

 

Simples assim. O que complica é a execução.

Vale a pena se inspirar nas palavras de Aristóteles:

“É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer”.

 

A presença digital adequada impacta diretamente na forma como você é percebido.

 

Utilize o Linkedln, a maior rede profissional do mundo, virtual e gratuita.

No Brasil, são 49 milhões de usuários e 499 mil empresas cadastradas.

É uma valiosa ferramenta para se destacar: possibilita disseminar e absorver conhecimentos, interagir de forma orgânica e solidificar a reputação.

 

Não se contente apenas em criar um perfil “campeão”, isto é básico.

Vá muito além: torne a sua página viva, interessante e diferenciada.

Seja útil e relevante, contribua para estimular trocas enriquecedoras.

Reflita em seus conteúdos as tendências positivas do mundo real.

 

Estabeleça uma disciplina diária.

O processo é gradativo, contínuo e evolutivo, mas também indispensável.

 

Faça o melhor com o seu cargo.

Faça muito mais com o seu sobrenome.

 

Se você deseja trabalhar sua presença digital com personalidade, autenticidade e propósito na sua marca pessoal, a Meethub te conecta aos maiores especialistas em Personal Branding para que você atraia as melhores oportunidades para sua carreira.

 

*Mauro Wainstock possui 30 anos de experiência em Comunicação.

É sócio-fundador do HUB 40+, consultoria empresarial focada no público acima dos 40 anos.

Foi nomeado Linkedin Top Voice e atua como mentor da MeetHub sobre “Networking e Marca Profissional no Linkedin”.

Artigo publicado originalmente na EXAME:
https://exame.com/bussola/quem-voce-e-sem-o-seu-sobrenome-corporativo.